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TUA CARNE DE INVISÍVEIS

No meu poema  te vestirás como chuva e mar e letras indeléveis. Aqui choves sobre mim todas as chuvas de jardim. As flores são livros na estante. Aqui teu maremoto me verte e me subverte o canto, o choque de tuas ondas  me massageia as pedras, e, em sumo balanço, tuas placas de orvalho  movem-me a madrugada do ser atônito, instante com mil falsidades. Meus peixes tuas correntes com luar invadem. M eu corpo  é verbal cardume. Sou um prego na tua carne de invisíveis.

NAZISRAELISMO EM GAZA

NAZIS RAIZ TRELISMO EM GAZA Aliança de Javé Oxidada? Fumaça, chumbo, na Faixa, Campo de gases, gazes Em corpos, almas, Peixes densos Para as mágicas de orgulho De areia suástica à linha d'água Em Terra Que Cana Caiana Canaã. Quem ajudará os filhos de Gaza Mortos por carrascos Em graça Abrindo rios de sangue, Iogurte e queijo branco, Hoje tintos Cordeiro e carne de camelo, Empoados de pólvora, Lentilha, fava e grão-de-bico, Hoje em covas escarlates, Para o massacre e saque Em caldas de sangue, Quem pelos filhos de Gaza? O Velho Seio da Lua, Sob canções tristes, Olhos cor de figo Avermelham lácteas Águas turquesa de paz, Batem passos de bigorna Com abelhas-mísseis A equação do Moinho Antigo, Seus peões jogam (Quanto ainda precisarão Para a lucidez?) Onde dos córregos Ouve-se a voz da hiena De treze faixas: - I WANT YOU FOR U. S. ARMY Tremulam na tempestade Derivações do Adágio Ensolarad...

FARINHA DA ALMA

Com as mãos, pega a farinha da alma para a massa da poesia e depois faz uns bolinhos bem compactos para que quando atinjam a nuca da musa principal o resultado seja visível para todos que se atrevam a ver o seu texto nu.

SE TODOS AGIRMOS BEM

Se todos agirmos bem, conseguiremos passar. Depois, haverá a noite com seus acres lagares. Se todos agirmos certo, o outro dia chegará com pessoas e bichos e objetos nanotecnológicos com corretores de Wall Street a apostar na alta do sol

MADURA CRUZ

Atravessar o rubicão de estado são. Depois, a sensação de estar durão o espírito, angustiadas as idéias da musculação na academia do pensar. Uma dor nascente diz que está madura a alegria para a paz mais ao sul das ilhas de estar bem. Sou falho como todos no frigir das cartas. Sou falho como data de validade, como a maçã que feriu o nariz de Newton. Não sou tão bom como pensavam, apto estou para a cruz, muitos são meus crimes de imaginar.