Depois de amanhã, estarei con- victo. O Victo é o cara. Hoje, só trago nacos de dúvida. Minto. Vejo muito as baratas em poesias secas, manchadas do vômito das musas preguiçosamente contemporâneas. K diz de sua paixão por aquela guilhotina-para-pais. Às vezes, a lambia como se lambe um sorvete como o melhor do mundo. Às vezes, a chupava como se chupa o chupe-chupe da Dona Maria da rua por aí detrás. K diz que estou ficando poeta. Acerto uma a cada ano. Quase um chato sopa-de-letras. Diz que vê-lo em plenas 23,34 horas é insano, ainda mais com luzes fluorescentes. Mas eu estou só fingindo. Manda que eu vá me catar. Mas lhe digo que não sou pulga autofágica. O que é isso mesmo que eu me inventei? Depois de amanhã, não o verei mais, porque estarei curado. Depois de amanhã, tomarei remédios de não-ser. Há amigos que me doem quando o poema se espelha e se masturba. Querem que eu seja sempre o da estabilidade estilística. Depois de amanhã, estarei convicto de estabilidades. Depois de a...