Em sua alma, enquanto ele dorme,
Forma-se um poema.
Por dentro, os olhos a procurar vazão.
Contra as paredes do sono, sombras
De fluidos tijolos formam casas de mistério.
Em seu corpo uma dor consistente
Debruada de insensatez. Acorda.
Pensa no som da água
Enquanto abre a torneira para a sede.
Silêncio insólito e barulhento.
Só sem si. Ou mi.
Mil que se despedem
De gestos interrompidos.
Assim, a forma poética boceja,
Sempre a fugir da foice rubra.
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