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ARTISTAS DEVORADOS

Vai começar o espetáculo!
Adamastor, o Gigante,
Artística Sindicalidade 
Promontória,
Que estabelece sindicalmente
O profissionalismo com taxas,
Regras e etiquetas e cursos,
Alinhavou todos os artistas.
Adamastor está contente!
Vai começar o espetáculo! 
Os artistas de ego inflado
Por outros egos-flatos,
Os artistas ingênuos,
Os profissionais amadores,
Amadores profissionais, 
Todos neutros 
Em relação à Luta!
Ora, eles precisam armar o varal,
lavar a alma na Vara de Deus.
Porqu'ele brigou? Por nós.
Eu quero é ganhar! 
Diz o Eu(tista).
Adamastor Sindico devora os artistas que não lhe beijam,
Adamastor devora as almas devagar,
Adamastor passeia com seus cães
Que defecam figurinhas nas consciências,
Adamastor vendeu todos os ingressos, 
Adamastor se orgulha da Colônia Penal,
Premiando a inteligência abstrata
Do Artista Profissional Adamastor
Amador
Com vaga na Academia e no bar 
"DAS CINCO". Xanão.
"Chegou Payo de Maas Artes 
com seu cerame de chartes...
semelha-me busuardo viindo en ceramen pardo...
log'ouve manto e tabardo"
Adamastor, só Ele, Potestade 
Nas velas das acesas ventas
(e eu sem cabelo em cima)
Com taxas sobre o direito
De estar de cabeça erguida!
Adverte o Boca do Inferno:
"A cada canto um grande conselheiro, 
que nos quer governar cabana, e vinha, 
não sabem governar sua cozinha, 
e podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um freqüentado olheiro, 
que a vida do vizinho, e da vizinha 
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha, 
para a levar à Praça, e ao Terreiro." 
O jogo sempre começa e recomeça, 
E o corpo de Adamastor não tem Arte Pura.
Sualma é uma tela de interesses de classe sem classe,
Onde Urdemalas mascara sorrisos prontos.

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É TARDE E ESTOU DENTRO

Domingo, um dia de algum abril É tarde e estou dentro de mim e de um ônibus, falo alto por fora num silêncio por dentro, bem atrás, de onde o cheiro reverbera, rodeada de uma porção de moscas humanas, de uma porção de coisas, uma mendiga entre sacos de plástico sorri sem nariz. . Uma outra mendiga finge ser madame, com um poodle de papel francês: caniche, com latido em bolhas, do imaginário desfiado em sacos plásticos de mercado. No lado esquerdo do ônibus, um ruela zé cospe nela seu cérebro podrelíquido. . Quando desço, desce a consciência comigo, caminha comigo desde há muito, a me ensinar que o excesso de perfume pode esconder uma alma empoçada. e vice-versa, ou quase.

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PERTO E LONGE SEM TI

Estar longe de ti somente um dia É muito, mas começo para ter-me. Estar perto de mim a eternidade Desequilibra a alma, se esquecer-me. Estar? dificuldade que me afia. Ser já é em dúvidas quedar-me. Vigio na intenção de não perder-me. É te largar um modo de encontrar-me? Voltar? Não posso. Está passando o tempo. Só não sei onde, sei que é mais destarte. Se o tempo pára, sei que paro em ti, Amando ausente, mesmo a festejar-te. Sim, bem-amada, deixa o ser chorar-te. Cruze por terras muito, embora tarde. Estar perto de mim a eternidade, Sem ti, é como estar longe da Arte.