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INFINITOS NUS DI/VERSOS

A nudez de Manoela
suas coxas de alabastro
tão potentes quanto belas
torna poeta ao poetastro
A nudez de Aparecida
seus peitinhos de pelica
tão redondos quão bicudos
torna macho ao que trupica
A nudez de Raimunda
sua bunda infinitude
tão cachoeira com mistérios
quanto mais rebola ilude
A nudez de Guilhermina
sua cinturinha plena
como um cálice de vinho
a nosso medo apequena
A nudez de Luciana
sua coxinha lisboeta
banhada em puro azeite
nos livra da má careta
Abre Júlia Oliveira
suas graças fechadinhas
apimentadas nos meios
docinhos bem nas pontinhas
Descendem das gregas musas,
filhas de Mosine e Zeus,
vejo-as todas no banho...
Deus meu! Deus meu!
A nudez dessas mulheres
imaginei no universo
o tudo florindo o nada
útero do multiverso
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Natanael Gomes Alencar
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É TARDE E ESTOU DENTRO

Domingo, um dia de algum abril É tarde e estou dentro de mim e de um ônibus, falo alto por fora num silêncio por dentro, bem atrás, de onde o cheiro reverbera, rodeada de uma porção de moscas humanas, de uma porção de coisas, uma mendiga entre sacos de plástico sorri sem nariz. . Uma outra mendiga finge ser madame, com um poodle de papel francês: caniche, com latido em bolhas, do imaginário desfiado em sacos plásticos de mercado. No lado esquerdo do ônibus, um ruela zé cospe nela seu cérebro podrelíquido. . Quando desço, desce a consciência comigo, caminha comigo desde há muito, a me ensinar que o excesso de perfume pode esconder uma alma empoçada. e vice-versa, ou quase.

O CURSO DO RIO

Sei que o rio deve seguir seu curso. Mas preciso descansar entre as pedras correntes, As pedras cristalinas de seus olhos. Gostarias, sei, que eu movesse para ti Diamantes com lábios, algo assim. Mas quero-te foder a toda hora Com meus instintos de pedreira em sêmen.

PERTO E LONGE SEM TI

Estar longe de ti somente um dia É muito, mas começo para ter-me. Estar perto de mim a eternidade Desequilibra a alma, se esquecer-me. Estar? dificuldade que me afia. Ser já é em dúvidas quedar-me. Vigio na intenção de não perder-me. É te largar um modo de encontrar-me? Voltar? Não posso. Está passando o tempo. Só não sei onde, sei que é mais destarte. Se o tempo pára, sei que paro em ti, Amando ausente, mesmo a festejar-te. Sim, bem-amada, deixa o ser chorar-te. Cruze por terras muito, embora tarde. Estar perto de mim a eternidade, Sem ti, é como estar longe da Arte.