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SYLVIA PLATH E A BELEZA DAS SUICIDAS DE PANELA

A beleza das suicidas de panela trabalhando fora e dentro
se cristalizou nos corpos seus de cozinha.
E intensa saudade sinto de seus cérebros de panela atingindo meus olhos ao lê-los.
No ouvir o pulsar de seus jarros, inda toco o barulho de seus baldes.
Tão limpos os seus banheiros...tão escalavradas suas cútis!
A beleza das suicidas não foi uma coisa em vão pois nos deu furor...Como ser indiferente
se essa beleza finda não gerou coisa mais linda....ainda....
Sylvia Plath me deu um forno novinho de perfeição mortal com bolinhos ocos dentro.
Espedaçando as artérias, imito seu trêmulo sangue de vidro.

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