Me falam que morrerei.
Me vigiam sabendo disso.
Que morrerei por vontade
Em qualquer retrato.
Falam de um mosquito.
Que perdeu sangue e caiu.
Pra que eu não perca o meu
Quando a vontade vir.
A morte nasceu numa espinha
Que no meu rosto apontou.
Era tão poesia minha
Quando do ventre eu saí.
O oceano brame ao longe.
Ele é feliz tempestuando
Ouvindo o canto da terra,
Eu sou morrente mas ando.
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