
Se você me odeia, odeia-me alto,
sacuda planícies e planaltos,
estoure ouvidos, vitrinas quebre,
façamos guerras de sangue fluindo,
enfim,
tem de ser fatal, amada,
em vermelho-sangue,
que meu ódio por você
já me deixa exangue.
Agora, se me amar,
é outra conversa:
pega um banco, sente,
e me olhe fundo,
que em meus olhos
chorosos, profundos,
fiz mares paralelos
pra afogá-la duas vezes.
Comentários