Hás de ficar velha, e buscarás a mim
no retrato oculto em meio aos pingentes.
E eu, velho, em remorsos, procurarei
Encontrar a ti em velhos presentes.
E aquela elegância que plena ostentavas
Não dará sinal, nem o tom indócil
Que eu te lançava causará mais mal,
Tua face bela como a minha: óssea.
Lembrarás as guerras que por ti vencia,
Lembrarei do quanto nossa voz
Alçava em supremas alegrias.
E um dia esbarraremos nos faróis
De movimentada rodovia,
E te direi, ferrado: enfim, sós!
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