
Um cão de nome Artaud estirado na calçada.
Uma multidão em fragmentos lhe desenhava.
Uma massa enorme de um cão dos grandes.
Um cheiro nauseante de violência.
Embora não haja sangue.
Pode ter sido morte natural.
Venero a existência nua.
A partir de ter topado com esse cão.
Talvez por minha necessidade de ilusão.
Ou por nada.
Artaud também deve ter tido um cão.
Seu nome devia ser Teatro.
Deve ter alimentado ele com carne de primeira.
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