Uma vida não é suficiente
para virar espuma do mar
um grão de areia talvez
como aquela vez
que me acharam espião
e tu me disseste
tens uma cara de dedo-duro
e notei que duro não era o dedo
mas o muro do medo
Me prenderam em suas cabeças
mas sai livre da palestra
em que mães menstruaram
sedes de vingança no amor
havia bancos vermelhos
embora brancos
e preparavas o chá
que me darias
com a noite fatiada
à faca de lua
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