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DO INENARRÁVEL

Inenarráveis vermes de angústias
A passear entre homens e seus infernos,
Dispostos nas brechas das almas.

Pouco interessa às máscaras urbanas
Sua volátil argamassa de hipocrisias.
Dois homens de pé perto de um carro
Fazem acordo para ganhar milhões.
Farão muitas entregas
Regadas a "papus corruptus".
Nas praças onde sem-teto dormem,
Estátuas acarinham cães.
Onde a indiferença faz graça,
Inconsciências olham para os lados
E escolhem um partido político.

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