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HORA DO CHÁ ou ÉDEN ABORTADO

Quem somos?
Somos os convidados
da hora do chá.
Os Sonhadores.
A Ilusão nos convida.
Qual foi nossa trajetória?
A estrada para chegar
à casa do chá.
Quem seremos?
Os que sairão da casa do chá
de cabeça erguida.
Somos....
Seguiremos a nossa bússola
de dentro.
Somos
unos
com nossos sóis e luas
passados.
Lutamos em meio a meteoros cotidianos.
As galáxias - anéis à volta
de nossos dedos
urbanos.

Vós, os do Engano,
os Inconstantes,
criastes um bebê que não sabe do sombrio
por debaixo
de vossas roupas.
Não sabe dos abortos.

Mas lembrarão de vós os jornais.
As novas gerações se perdem em contratos de celofane rubro.
Sabemos que tomarão nossas ações por traições.
Vós fareis de nós
os fáusticos vilões.
Mas tudo é uma roda.
Nossos descendentes
devorarão os vossos urubus de açucar.
Apesar do ego, nosso sol
como toda estrela
explodirá no seu tempo.
Não há fato mais certo.
Não sairemos daqui.
E no escuro talvez o
Faça-se a Luz
De novo. De novo.
Vós deitareis no nosso berço.
Nós sairemos do vosso útero.
Ora Caim. Ora Abel.
De novo.

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É TARDE E ESTOU DENTRO

Domingo, um dia de algum abril É tarde e estou dentro de mim e de um ônibus, falo alto por fora num silêncio por dentro, bem atrás, de onde o cheiro reverbera, rodeada de uma porção de moscas humanas, de uma porção de coisas, uma mendiga entre sacos de plástico sorri sem nariz. . Uma outra mendiga finge ser madame, com um poodle de papel francês: caniche, com latido em bolhas, do imaginário desfiado em sacos plásticos de mercado. No lado esquerdo do ônibus, um ruela zé cospe nela seu cérebro podrelíquido. . Quando desço, desce a consciência comigo, caminha comigo desde há muito, a me ensinar que o excesso de perfume pode esconder uma alma empoçada. e vice-versa, ou quase.

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