Reitero-me
Pra tentar em redemoinhos
E assim ressignificar-me
Na Arte de novo e de novo,
Como fauno à tarde sempre
A seguir as obras possíveis,
E vou ao fígado do mundo,
Amargo, ao sabor doce
Das ondas,
Reitero-me e
Corrijo-me entre as folhas amarelas
Que caem no lago, no ego
Sei que o rio deve seguir seu curso. Mas preciso descansar entre as pedras correntes, As pedras cristalinas de seus olhos. Gostarias, sei, que eu movesse para ti Diamantes com lábios, algo assim. Mas quero-te foder a toda hora Com meus instintos de pedreira em sêmen.
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