O buraco, ó mundo,
é dos bem profundos.
Vai-se um, se atira,
acabou-se a gira.
E hoje só sorrindo
se aguenta o cachimbo,
cachimbo apagado
do mundo se indo.
O poema é fumo,
finda em seu começo
sempre é pra consumo,
vende bem no avesso,
o touro é divino
abalo e o vento chora.
E vira na hora
em fatos e foras,
ossinhos.
(FOTO DE JORNAL).
Sei que o rio deve seguir seu curso. Mas preciso descansar entre as pedras correntes, As pedras cristalinas de seus olhos. Gostarias, sei, que eu movesse para ti Diamantes com lábios, algo assim. Mas quero-te foder a toda hora Com meus instintos de pedreira em sêmen.
Comentários