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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ERA E ASSIM SE FEZ

Era uma vez numa biblioteca,
uma dor entre os livros.
Lá fora a tormenta que a gerou.

Há um sentir concentrado
nas dreadárvores
do Anilinas.

Não falar mais com as estrelas.
Ora, direis.

Nem com o ventar dos abraços.
Jogarei a agenda.

O mar enfurece. Ler
Sempre mais poe-esperança.

Devo confiar na bonança
Mudando a cena em seu furor?

Cada ser fez-se tempestade.
Mas há um amor concentrado
nos esforços de estopinha
puxando um dread 
da árvore-anciã.

domingo, 15 de outubro de 2017

COTIDIANO EM PÉTALAS

Cavando a vida, embora.

Primeiro passo: sorver o sumo, 
estendendo o sol nos lábios.
Nadar o ser, segundo passo: 
nas ondas tristes, seu cantar 
sobre pétalas de luar.
Nas minhas águas nadam
verbos de sal e espanto.
O dia em seu eixo é revolto,
nele forçamo-nos, dopados

de alegria e princípios morais.
E de infinitos soltos,

o Finito força os dias.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

NAVEGANTE

Sou navegante e bendigo
Meu mapa que azul assinala
O sul-púbis da escrita,
Onde desejos se calam
No início e fim, escadas
Embebedando desejos
Na CPU - tudo ou nada.

Rolando o ser no estar,
No aqui e ali brincar,
Brincando o gralo, singrê-lo,
A seu grande mar se dar,
Salvar como azul dizer
Na pele chipando ansiares
(Deus-Teclado a preencher

Dentro da tela gorjeares).

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

APÓS PRÓSPERAS VESPAS

Após o sacrifício,
No tempo que escalpela,
Nas forcas um do outro:
Ele e ela e o vício.

Olhar estarrecido
Ao que lhes entronca,
O paradoxo incrível
E a bronca.

Nas máscaras vividas,
Prósperas memórias
Nas vésperas,
De cócoras.

Pausas estiradas
Hoje, vis, consomem
O sonho em coma
Dela e de seu homem.

PARADOXO DO TEMPO

Como em mim morrer, se estou nascendo?
Como procurar, se nem me achei?
No galho caído, mil dormentes
Dão corte nos trilhos do que sei.

Como me sentar, se nem cheguei?
Como conceber, sem valimento?
Como acordar, se adormeci?
Como em mim ser bolo sem fermento?

Como florescer da dor, cão-mito
Que na alma inteira dá mijada?
Como nestes pés fugir correndo
Se é mais veloz quem tece a estrada?

sábado, 9 de setembro de 2017

TRONO

Somos donos
do que 
pode ser que
um dia de sol
num físsil passo

Existem drogas
no ser dono de algo
que  logo viciam

Não se erga
se achar
seu trono em pé

CHORA A TELA

gota de água
no notebook,
chora a tela