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sábado, 30 de dezembro de 2017

TUDO É E NÃO É NÃO

O que é confuso,
Que recebe uso
Mas também usurpa,
Se equilibra
E cai?
Às vezes, chuta.
E outras morre, vai.


- Vai começar!

Valente leão.
E...
um bom cuzão o amor
quando às vezes vaza,
faz canção,
e passa como um canhão

por sobre a flor da razão...

- Ilusão de merda!

Pergunta se
não é motivo
pra mais amar
o amar?
Pois tanta a cor!
Pois tanta a dor!


- Brega!

Talvez seja mais confuso
O Homem do que o Amor
Que nasce rechonchudinho,
Como um vasinho de flor..


-Isso é um poema de e....

Tem um belo sorrisinho
Como a madona das rochas,
Quando recebe um carinho,
E enrodilhando at...


-Cacetada! poema-brocha!

Vemos então suas costas
Aconchegando bem mais.
E a Amada com jeitinho
Eterniza o que é fugaz.


-Vai nessa!

E se redobra o carinho,
Vem beijinho, vem abraço,
Com mais calor fica o ninho,
E o amor corta embaraços.


- Cazzo cazzo cazzo!

INCONSÚTIL

Juntas as letras, mais nada.

Não foi mais a fundo. 



til e circunflexo.

Foi quando saiu que

irmanaram na gaveta

as mil e uma letras

sem comando prévio?


Papel e caneta

(ironia vesga)

pediu, mas só teclas

ali pa(i)ravam

(cavavam outro tempo).


Lançou uma sombra

na idéia

só pra ela gritar

e juntar mais as tais.

Morreu inconsútil.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

CLAMOR TAMBORILANTE

Alimentam o poder deste tempo

Ambições como metralhadoras

Derrubando a pomba desnuda

No museu do Livro.

O sangue traçando na vidraça

Das mentes uma suástica esquecida.

Não ouvem o clamor

Pedindo o encontro

Tamborilante.

À BEIRA

À beira do verbo
fica,
Isolado e lúcido,
e depois criando
com o semibreve
corpo 
uma música
no corpo do papel

À beira do verbo
é solo
escorregadio
onde navega o papel,
se distrai e sofre
sua queda final,
sendo levado seu farol
num remoinho
de linguagem,
pra sempre
pra sempre
pra se....
talvez pra...
talvez...t..

NÍVEL DE PoeSiA (PSA) NORMAL

A noite vem, sangue, vaso estelar,

Cobrindo transparências sem mistérios.

A noite, encoberta de almas com lua,

Navega por oceanos de sonos e vigílias.

A noite não é tão poética às vezes,

E assassina Morfeu nos olhos.

A noite boceja enquanto mira o exame,

Que marca nível de P-oe-S-i-A normal


Nos homens e  acha demasiado normal.

Condenado às linhas mais um pouco.

sábado, 4 de novembro de 2017

ROER IRREAL

Nas periferias do ser
Roer peles de memória

Que se foram,
Derruindo os laços
Com as sonoridades
Sem som,
Naquele canto
Dessangrando e em susto
Um f(l)echado mito,
Ribombando as cordas,
Semeando feridas,
Ausências de superfície
Batidas amanteigadas
Nas peles com taras,
Claras como tangos.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

MINHA ESC

A escrita 
em que concentro
não sei se é de cá 
ou de fora,
se flui constante,
ou se pára,
indo embora.

Em alguns minutos,
o lábio do universo
nos soprará um tudo,
sempre a versar do nada.